Adultos, jovens e até crianças. Pobres ou ricos. Direta ou indiretamente todos nós sofremos com o alto consumo de drogas em nosso Estado. O crack, com seu potencial destrutivo já é chamado por alguns como "o câncer social". Mas, quem mais se desespera com essa verdadeira epidemia são as famílias dos dependentes. Meu compromisso é continuar trabalhando intensamente, por essa mãe, por esse pai, lutando pela repressão ao tráfico e pela prevenção e recuperação de usuários. Porque eu acredito num Piauí livre das drogas. Nos últimos anos, as drogas, em geral, e o crack, em particular, se disseminaram de uma maneira assustadora no nosso País. Substâncias como o crack vêm sendo utilizadas por todas as camadas sociais e faixas etárias, de Norte a Sul do Brasil – tanto nos grandes centros urbanos quanto no interior.

Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou um quadro alarmante: 98% das cidades brasileiras enfrentam as consequências decorrentes do uso do crack e de outras drogas. E, o que é mais preocupante, sem ter a estrutura adequada para prevenir, recuperar e reinserir os dependentes químicos na sociedade e combater o tráfico. Na opinião da deputada Iracema Portella (PP-PI), que tem se dedicado ao tema desde que assumiu o mandato em 2011, ao mesmo tempo em que "o Brasil está diante de um cenário complexo e preocupante, a batalha contra as drogas vem ganhando mais força em todo o País. Um exemplo disso foi a aprovação da nova lei antidrogas pela Câmara dos Deputados.

Depois de um intenso trabalho durante os anos de 2011 e 2012, nós, engajados na luta contra as drogas, estamos prontos para votar o PL 7663, que está na pauta do Plenário. Essa proposta que votaremos esta semana oferece ao País uma nova lei nacional antidrogas, mais moderna, que aprimora a legislação vigente nas áreas de prevenção, tratamento, reinserção social e repressão ao tráfico. O projeto de lei de autoria do deputado Osmar Terra é fruto de todo esse processo e cria um amplo e sólido sistema nacional de enfrentamento às drogas.

Uma das principais novidades é a melhoria da rede de atenção aos dependentes químicos e suas famílias, contando com a participação tanto dos serviços públicos quanto daqueles ofertados por organizações não governamentais com larga experiência nesse setor. Hoje, no Brasil, cerca de 80% do atendimento aos usuários de drogas é feito pelas chamadas comunidades terapêuticas, mantidas, em sua maioria, por grupos religiosos e por entidades da sociedade civil. Essas organizações precisam do nosso reconhecimento e, sobretudo, do nosso apoio.

Um dos pontos mais polêmicos do projeto é a internação involuntária, uma medida que é necessária nos casos extremos, quando o dependente químico, tomado pelo vício, não tem nenhuma condição de decidir sobre o próprio destino. Creio que avançamos bastante nessa temática. Peço, portanto, o apoio do PP para esse PL que é de fundamental importância na luta pela valorização da vida.